O vice-governador Felipe Camarão (PT) protocolou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Maranhão para tentar barrar a CPI aprovada na Assembleia Legislativa que investiga movimentações financeiras consideradas atípicas.
A ofensiva judicial ocorreu um dia após o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, conceder liminar suspendendo a tramitação de um procedimento investigatório relacionado ao caso. Mesmo assim, o movimento não foi suficiente para conter o avanço político da investigação.
O pedido de Camarão está sob análise do desembargador Sebastião Bonfim, que solicitou informações à Assembleia antes de decidir.
Enquanto isso, o Legislativo estadual avançou. A Assembleia Legislativa do Maranhão rejeitou as tentativas de obstrução apresentadas pelo deputado Rodrigo Lago (PSB), aliado do vice-governador, que levantou questões de ordem para tentar impedir a instalação da comissão. O recurso foi indeferido pela Mesa Diretora e também não prosperou no plenário.
Com isso, a CPI foi oficialmente instalada e já tem composição definida.
Pelo bloco Unidos Pelo Maranhão, assumem como titulares os deputados Ricardo Arruda, Ana do Gás, Mical Damasceno, Yglésio Moyses e Adelmo Soares.
O bloco Liberal Democrático (PL/PRD) será representado por Aluízio Santos.
Já o bloco Parlamento Forte, de oposição, indicou novamente Rodrigo Lago como membro da comissão.
A CPI tem como base um relatório do Ministério Público do Maranhão, assinado pelo procurador-geral de Justiça Danilo de Castro Ferreira, que aponta indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, além do uso de terceiros para circulação de recursos.













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